Com uma base técnica vinda da arquitetura, as coleções de Helen Granzote exploram a tridimensionalidade e a proporção para criar peças que elevam o padrão do mobiliário, unindo luxo, ergonomia e estética atemporal
#Conteúdo e Visibilidade: das curvas de Niemeyer ao design autoral, Helen Granzote cria móveis que narram histórias e abraçam o corpo
Helen Granzote, que é arquiteta e urbanista, carrega a base de sua formação em todos os traços que desenha para o mobiliário, visto que a trajetória trouxe para sua carreira uma compreensão técnica sobre escalas, estruturas e a forma como o corpo ocupa os espaços.
Conforme explica a designer, a experiência profissional ao lado dos Irmãos Campana foi um divisor de águas, abrindo caminhos para uma produção mais livre e experimental, vivência que permitiu que criasse peças que fogem do óbvio, onde o gesto e a emoção têm valor.

e a proporção para criar peças que elevam o padrão do mobiliário, unindo luxo, ergonomia e estética atemporal
Nesse sentido, Granzote entende o móvel como uma extensão da experiência humana dentro dos espaços, e suas criações buscam estabelecer uma conexão com quem utiliza cada peça no cotidiano da casa ou do escritório.
As curvas de Oscar Niemeyer e a arquitetura moderna brasileira aparecem como referências constantes em seu trabalho, e o uso da curva é tratado como um gesto que transforma a rigidez da estrutura em algo leve, quase como uma poesia visual aplicada ao design.

tornam protagonistas nos ambientes e estabelecem uma nova forma de interagir com o design de alto padrão
O processo criativo da profissional também passa pela observação atenta de movimentos e posturas comuns do dia a dia. Assim, analisa como as pessoas sentam, descansam ou se apoiam, garantindo que o desenho responda a esses estímulos de forma natural.
A arte, a moda e o artesanato local alimentam suas ideias sobre texturas, materiais e acabamentos finais. Dessa forma, essas influências ajudam a construir uma narrativa que valoriza a memória e as histórias por trás de cada item que sai de sua prancheta.

trazem uma linguagem que equilibra o rigor das formas com o conforto necessário para o uso no dia a dia
Segundo Granzote, o lançamento de uma nova coleção acontece sempre a partir de um conceito fechado ou de uma sensação específica. O desenho surge como uma consequência natural, só depois que a ideia central sobre o que a peça deve comunicar está bem definida.
Temas como o feminino, o tempo e o acolhimento guiam o desenvolvimento das proporções e a escolha das matérias-primas. O objetivo é que o usuário sinta um convite imediato ao toque e à permanência ao interagir com o mobiliário em seu ambiente.

o ato de sentar ou apoiar em um momento de conexão com a matéria e com o conceito que deu origem ao móvel
Sendo assim, a busca pela síntese marca a fase atual da designer, com formas que se tornaram mais precisas, seguras e essenciais. O trabalho amadureceu para um discurso autêntico que valoriza a cultura e a identidade brasileira de forma profunda e segura.

um trabalho autoral único, no qual a síntese das formas e a busca pelo essencial definem sua identidade
Para além disso, a durabilidade é vista como um compromisso, com Granzote criando itens atemporais que atravessam gerações sem perder o vigor estético. São peças feitas para serem usadas e incorporadas de forma afetiva na trajetória de vida de quem escolhe o design autoral.
SERVIÇO
Nome da designer de móveis: Helen Granzote
Endereço do escritório: Avenida Industrial, 1680, Sala 207, Torre 1 – Campestre, Santo André/SP
Telefone celular: (11) 98439-5516
Instagram: @studiohelendesign
E-mail da profissional: helen@helengranzote.com.br
Por Caroline Knup Tonzar
Fotos: Acervo próprio
*As informações necessárias para a matéria, assim como as imagens para ilustração, são de responsabilidade do entrevistado.